Turismo sustentável - Gestão ambiental - turismo - mercado imobiliário

Autor: Rita de Cássia Pereira Fragoso Ramos

Cada vez mais o mercado imobiliário está se voltando para as questões ambientais, não por pura opção, mas principalmente por necessidade, tendo em vista a esgotabilidade dos recursos naturais, e o custo agregado a esta escassez.


Tanto é assim, que grandes construtoras estão se adequando a esta nova exigência do mercado, conforme salientado pelo relato do diretor da Ecoglobal, que explica que os projetos  realizados não visam apenas  autonomia energética, mas economia com a conta de luz

Algus empreendimentos imobiliários estão utilizando energia de origem eólica para o abastecimento do estacinamento, além disso estão sendo equipados com tomadas para carregar carros elétricos. Utilizam ainda, o processo de reutilizaçãode água para uso sanitário (descargas domésticas) proveniente de captação pluvial.
A reutiliação de água em descargas sanitárias é cada vez mais recorrente, contudo  faz-se necessário considerarmos os estudos realizados da Fiocruz, para que se possa oferecer um produto que garanta náo somente a redução do consumo de água, mas também mantenha a segurança sanitária.
Outra processo de reutilização da água é realizado para regar plantas e para outras atividades de uso geral, em que não existe a preocupação com as questões de saneamento.
Bastos, especializado em eletrônica, disse que até agora a Cintrax só forneceu poucos aerogeradores: para uma fazenda em Santa Catarina, para uma casa em Belo Horizonte, um prédio em Salvador e para o condomínio Via Barra, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). Como a demanda é pequena, ele terceiriza a fabricação, mas o plano é montar uma fábrica própria.
Esta procura por alternativas que visem não somente a preservação ambiental, mas também a redução de custos, cresce a cada dia, o que fará com que estas alternativas sejam cada vez mais baratas, tendo em vista o custo de produção de algumas tecnologias.

Além do que, estas ecnologias podem ser empregadas, tanto em áreas rurais, como em áreas urbanas, o que agrega valor principalmente às propriedades rurais, que podem explorar atividades econômicas com maior redução de custos, como é o caso do turismo.
Estas tecnologias representam verdadeior avanço tecnológico a favor do crescimento econômico de muitas regiões, pois com estes recursos torna-se possível a conciliação da preservação ambiental e culturas de diversas regiões.
Muitas destas tecnologias podem ser levadas para a aplicação de construções históricas, agregando valor a estas e tornando o crescimento econômico viável para estas propriedades.
A tecnologia está aí para conciliar o velho e o novo, garantindo a valorização do patrimônio histórico de nosso país.
Esta realidade já ocorre em outros países da Europa, onde os prédios históricos são conservados, mas agregando valores de sustentabilidade, tendo em vista a escassez de recursos naturais.
Neste sentido, o Brasil é um privilegiado, pois tem a maioria de suas construções históricas bem servidas de recursos naturais, o que precisa tende a ser mais valorizado, em virtude das novas tendências do mercado.
Além do que, regiões costeiras do Brasil estão cada vez mais inchadas, fazendo com que os olhos se voltem para o turismo do interior, das áreas rurais, principalmente aquelas que consigam conciliar o crescimento econômico com a preservação ambiental e cultural.
Estamos vivendo uma nova era, em que o mercado imobiliário precisa ter um olhar diferenciado, com profissionais especializados nas questões ambientais e culturais.



Fonte: Valor Econômico – Chico Santos


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