Gestão ambiental - mercado imobiliário

Atualmente existem inúmeras soluções aplicadas na construção civil que visam preservar o meio ambiente e o bolso do cidadão.
Eficiência energética, uso racional da água, preferência por materiais ecologicamente corretos e preservação ambiental estão entre os principais fatores que definem uma construção  sustentável, conceito que vem sendo difundido e exigido cada vez mais, fazendo com que o mercado imobiliário se debruce sobre esta nova exigência do mercado.
Além de contribuir com o meio ambiente, muitas das soluções e atitudes representam uma economia para mercado consumidor, já que geram economia, em alguns casos de até 70%, no consumo de água e luz.
Para a arquiteta e bióloga Martha Nader, da Ecohabitar Arquitetura e Construção, construir com sustentabilidade é ter em mente que os recursos naturais não são inesgotáveis e que não podemos impedir as próximas gerações de também os usufruir. E opção por esse tipo de construção ou mesmo a adoção de algumas atitudes, geram preservação ambiental e economia. Além do que, num país em que existe tanta desigualdade social, o desperdício não pode ser tolerado, pois só conseguiremos ser sustentáveis, se garantirmos a erradicação da pobreza em nosso país.
“Portanto, mais do que tentar obter o selo “A” ou “B” na sua construção, o importante é ter noção do problema e levá-lo em consideração quando se projeta e constrói, na escolha dos equipamentos e materiais. Não existe uma fórmula fechada para construção sustentável. Além disso, se não for possível construir ou reformar, pode-se, por exemplo, adotar soluções que vão economizar água, luz, e vão gerar economia financeira – que pode ser pouca no início mas serão consideráveis ao longo da vida – além de evitar mais danos ao meio ambiente”.
Num imóvel já construído, ou mesmo em apartamentos, especialistas recomendam, por exemplo, a troca de louças comuns por aquelas que utilizam sistemas de economia, como vasos sanitários com dual flush (que tem dois botões com quantidades diferentes de água), que economizam até 60% de água e trocar as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, o que pode gerar uma economia de até 70% nos gastos e emite menos gás carbônico para o meio ambiente. A instalação de aquecedores solares também pode economizar energia elétrica para consumo de energia aquecendo água das torneiras e chuveiros. Utilizar cores claras na pintura de paredes internas e do teto dos imóveis e criar tetos verdes também são ações que podem servir para economizar energia, já que reduzem a temperatura interna e o consequente uso de ventiladores e ar-condicionado.
Para o arquiteto Ivan Campos, hoje existem várias formas para tornar um imóvel sustentável e econômico, e, embora nem todos os sistemas possuam viabilidade econômica para sua implementação, existem alguns atraentes financeiramente para aqueles que realmente estão preocupados não só com a preservação do planeta, mas também com o peso que o gasto mensal com energia e serviços públicos causa na renda familiar.
“Algumas soluções não são tão caras e o retorno do investimento se dá rapidamente através dos valores das contas de luz e água, por exemplo. E são permanentes.
O mais importante neste momento é uma mudança de hábitos.
Para Gonçalo Soares, da Ecohabitar, não basta apenas  construir um imóvel sustentável ou utilizar soluções econômicas, têm que se ter uma mudança nos hábitos:
“Não adianta ter uma casa feita de madeira, com telhado verde, com sanitários dual-flush, temporizadores nas torneiras, com luzes fluorescentes, sistemas de captação da água da chuva, se o morador não tem ações conscientes. É preciso apagar as luzes dos ambientes que não estão sendo usados, fechar o chuveiro na hora de se ensaboar, vedar bem portas e janelas para o ar-condicionado não vazar pelas frestas, não deixar a torneira aberta ao escovar os dentes; não lavar o carro com mangueiras. Essas são ações que podem parecer simples ou bobas, mas que são ecologicamente corretas e dão resultado ao meio ambiente e ao bolso”.
A construção ou reforma de um imóvel para torná-lo ecoeficiente, tende a se tornar cada vez mais barata, a medida que a sociedade for incorporando tais valores em seu dia a dia, conforme destaco por Martha Nader, que desmistifica a visão de custo deste novo modelo:
“O custo de desenvolver um projeto ecoeficiente é exatamente o mesmo de desenvolver qualquer outro projeto, ou seja, o acréscimo a pagar para ter um imóvel ecoeficiente é zero. O cidadão que não tem grandes recursos, que não consiga, por exemplo, pagar um sistema de aquecimento solar pode recorrer à criatividade brasileira e construir um com materiais comuns. Além disso, se ao construir conseguir aproveitar ao máximo o perfil natural do terreno, seguir a orientação solar para maximizar a iluminação natural e adequar o projeto ao regime de ventos estará já integrando ecoeficiência em sua casa gratuitamente, porque irá economizar materiais e recursos na obra e energia na utilização diária da casa, aumentando ventilação e iluminação”.
Atualmente existem no mercado soluções criativas que estão sendo divulgadas na internet sem nenhum custo, e que podem mudar o sistema até aqui empregado, basta apenas não criarmos resistência a estas novas práticas.
Experimente adotar algumas medidas em seu imóvel, que além de reduzir seus custos, fará com que você colabore com a preservação do planeta:

Lâmpadas – Usar lâmpadas fluorescentes compactas são a solução mais simples para começar a economizar energia e contribuir para a onda verde dentro de casa.
Descarga – Troque o sistema de descarga do vaso sanitário.  O sistema dual flush é composto de um sistema de acionamento duplo: uma fase libera três litros de água, a outra, seis litros. A escolha é feita pelo usuário.
Janelas – Aproveitar a luz natural é o principal objetivo de se usar janelas maiores e colocadas de tal maneira que permitam que o ar circule por todos os cômodos da casa.
Ar-condicionado – Mantenha portas e janelas fechadas e utilize um aparelho compatível com o tamanho do ambiente.

Fonte: o fluminense

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