maio 07, 2013

CAMINHOS PARA A SUSTENTABILIDADE: REÚSO DE ÁGUA


As últimas décadas têm sido marcadas pela preocupação com as questões ambientais, tendo em vista a necessidade de compatibilizar o desenvolvimento com a preservação ambiental.
Um dos recursos naturais que mais tem sofrido com o desenvolvimento do país, e com o aumento populacional nos grandes centros, é a água. Esse recurso é essencial à sobrevivência humana e do planeta, motivo pelo qual se faz necessário encontrar alternativas para o seu melhor aproveitamento.
Como alternativa para enfrentar a escassez de água tem sido utilizado cada vez mais o reaproveitamento das águas residuais, bem como a captação e utilização da água da chuva.
A água é um recurso natural cada vez mais escasso, não somente pelo volume de utilização pelo homem, mas também em virtude da poluição e assoreamento dos rios.
Diante disto os grandes centros sofrem cada vez mais com a falta de água, o que exige uma nova postura em relação a este bem tão precioso, pois o homem não pode continuar com este consumo exagerado das reservas naturais de água.
Uma das alternativas viáveis nos dias atuais e, que com certeza será cada vez mais adotada, é a reutilização da água, processo pelo qual se aproveita este recurso ao máximo, ao invés de descartá-lo (MUFFAREG, 2003).
Além do reaproveitamento das águas residuais, destaca-se ainda, a utilização do sistema de captação de chuvas, em que se dá nova destinação às águas da chuva.
Tais procedimentos não são inéditos, mas com certeza serão cada vez mais freqüentes nas residências, pois cada vez a sociedade tem sofrido com a escassez de água, sendo necessário um trabalho de conscientização da população desses problemas, visando discutir sobre o uso racional e o reuso de água (MUFFAREG, 2003).
Com a reutilização da água o Brasil poderá reduzir a demanda sobre os mananciais de água, além de proporcionar diminuição dos custos com tratamento de água no país, pois com este processo o país deixa de desperdiçar água de qualidade.
A reutilização de águas residuais e o aproveitamento da água da chuva são plenamente possíveis, tendo em vista a possibilidade de utilização de água de baixa qualidade em diversas atividades nas residências e indústrias.
O reaproveitamento das águas residuais engloba as águas provenientes de chuveiros, tanques, máquinas de lavar roupa e pias de banheiros, para serem utilizadas em descargas sanitárias, jardins e outras finalidades, que não necessitam de água de qualidade superior.
Destaca-se que o reuso da água não contribui somente com a diminuição de captação de água, mas implica também na redução de efluentes que serão gerados.
Contudo vale salientar as observações pertinentes à saúde pública, conforme destacado por RAPOPORT (2004), principalmente nos casos em que esta água for utilizada para descargas sanitárias, tendo em vista a presença de substâncias e organismos que podem contaminar o ser humano.
Para garantir a saúde, sem que haja contaminação, faz-se necessário desenvolver um sistema adequado para coleta e utilização da água a ser reutilizadas.
 A reutilização tem ainda o seu apelo no aspecto econômico, tendo em vista que na maioria das cidades o esgoto é cobrado em função do consumo de cada litro de água, portanto ao diminuir o consumo de água tratada, diminui-se automaticamente o volume de esgoto a ser produzido.
Contudo, vale frisar, que o reaproveitamento de água, não deve atender apenas ao apelo econômico, pois acima de tudo o país precisa tomar medidas que economizem este recurso, tendo em vista a escassez de água, cada vez mais comum em muitos locais, pois só assim contribuiremos eficazmente para a preservação dos mananciais existentes.
Além do reaproveitamento de águas residuais, pode-se ainda, reaproveitar a água da chuva, através de sistema de captação de águas, realizado através de calhas instaladas junto aos telhados de prédios e residências. Após a captação, a água é canalizada para caixas d'água ou cisternas, para serem posteriormente aproveitadas nas residências.
Salienta-se, porém, que esta alternativa não consegue contemplar as necessidades diárias de uma residência, tendo em vista que não chove todo dia, enquanto que no reuso de águas residuais o volume é constante (REPOPORT, 2004).
Logo, mas do que ter políticas de reaproveitamento de águas da chuva, faz-se necessário, o aprimoramento de tecnologias que coloquem em prática a reutilização de águas residuais, posto que seu volume é constante.
Outra contribuição eficaz é a redução de desperdício que ocorre na rede de distribuição de água, que daria para abastecer milhões de pessoas.
Alternativas como estas, de reaproveitamento de águas, não resolvem todo o problema da escassez de água, mas representa um passo para preservação dos nossos recursos hídricos, motivo pelo qual podem e devem ser adotadas por toda e qualquer residência não somente pelos prédios novos.
Enquanto não são definidas as regras que definam a melhor forma de reaproveitamento das águas residuais, ou mesmo de incentivo para que esta alternativa se concretize na totalidade, as residências devem reaproveitar ao máximo a água utilizada, pois a preservação da água não depende apenas de políticas públicas, pois é dever de cada cidadão contribuir para a preservação de nossos mananciais.

Fonte:

RAPOPORT, Beatriz. Águas cinzas: caracterização, avaliação financeira e tratamento para reuso domiciliar e condominial. Dissertação de Mestrado da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro. Mar. 2004. Disponível em: < http://teses.icict.fiocruz.br/pdf/rapoportbm .pdf>. Acesso em: 16 ago. 2011.

MUFFAREG, Marcos Roberto. Análise e Discussão dos Conceitos e Legislação Sobre Reuso de Águas Residuárias. Dissertação de mestrado da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro. Abr. 2003. Disponível em: . Acesso em: 16 ago. 2011.

Os desafios do desenvolvimento sustentável

A sociedade atual está pautada num crescimento insustentável, que compromete sua própria existência, num modelo que está baseado no consumo exagerado, no esgotamento dos recursos naturais, na miséria e nas desigualdades sociais.
Tal fato exige uma mudança de postura de toros, em que o homem passe a ver o planeta com mais respeito, incorporando os valores sociais e ambientais no desenvolvimento mundial.
Países como o Brasil, precisam enfrentar as diversidades existentes e fazer com que todos tenham acesso à educação, saúde e alimentação, para que se tenha efetivamente um país sustentável.
Neste contexto, vale destacar o preceito defendido pela ecologia social, que busca inserir o ser humano dentro do meio ambiente, preocupando-se não somente com a preservação dos recursos naturais, mas principalmente visa garantir que todos tenham o acesso à educação, saúde, alimentação e lazer.
Neste sentido, o desenvolvimento sustentável do turismo pode contribuir para a concretização de uma ecologia mais social, em que o turismo desenvolvido esteja mais próximo da sociedade local, buscando efetivar o equilíbrio dos três pilares da sustentabilidade: social, econômico e ambiental.
O Turismo Sustentável não é compatível com a injustiça social, com as agressões contra o ser humano, principalmente aqueles que são mais frágeis dentro da sociedade, como as mulheres e as crianças.
Logo, quando se fala em desenvolvimento sustentável, o que se busca não é apenas a preservação do meio ambiente, mas principalmente a preservação da espécie humana, com suas diversidades sociais e culturais, que engrandecem a nossa sociedade.
A busca da sustentabilidade passa pelo enfrentamento dos diversos problemas existentes na sociedade, tais como: crescimento populacional; miséria e fome; concentração de terras nas mãos de poucos; mudanças climáticas; poluição das águas e outros.
O desenvolvimento sustentável deve garantir o equilíbrio entre o ser humano e o meio em que vive em que a sociedade participe das decisões políticas que irão afetar o cotidiano de muitos e não apenas de uma parcela da sociedade.
Portanto, enquanto houver rios cobertos por lixo; residências que não possuem esgoto e água tratados; pessoas que não possuem acesso à educação e saúde, o mundo estará muito de longe de atingir o desenvolvimento sustentável, pois a sustentabilidade passa pelo equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, social e ambiental.